segunda-feira, 2 de setembro de 2013
quarta-feira, 10 de abril de 2013
segunda-feira, 11 de março de 2013
A tradição do "pendura"
No dia 11 de agosto, comemoramos a fundação dos Cursos Jurídicos no Brasil, criados por ato do Imperador Dom Pedro I, que estabeleceu:
"Dom Pedro Primeiro por graça de Deus e unânime aclamação dos Povos, Imperador Constitucional e Defensor Perpétuo do Brasil. Fazemos saber a todos os nossos súditos, que a Assembléia Geral Decretou e nós queremos a lei seguinte: Art. 1º - Crear-se-hão dous cursos de Ciências Jurídicas e Sociais, um na cidade de São Paulo e outro na de Olinda, e neles no espaço de cinco anos e em nove Cadeiras, se ensinarão as matérias seguintes...... Dada no Palácio do Rio de Janeiro aos onze dias do mês de agosto de mil oitocentos e vinte e sete, Sexto da Independência. IMPERADOR PEDRO PRIMEIRO".
A partir dessa data foram abertas as portas para que os brasileiros pudessem estudar ciências jurídicas e sociais em sua terra natal. Assim, o dia 11 de agosto tornou-se a data mais significativa para o contexto jurídico brasileiro, sempre comemorada, perpetuando a tradição do pendura entre os acadêmicos de direito.
De origem não muito bem definida, conta-se que o pendura pode ter nascido de uma antiga prática dos proprietários que formulavam convites para que os acadêmicos, seus clientes, viessem brindar a fundação dos cursos jurídicos, no dia 11 de agosto, em seus restaurantes, oferecendo-lhes, gentilmente, refeição e bebida.
Com o passar dos tempos, os convites diminuíram e foram acabando, obrigando assim os acadêmicos que se autoconvidassem. Graças a essa iniciativa, a tradição foi mantida até nossos dias, consistindo em comer, beber e não pagar, solicitando que a conta seja "pendurada". Tudo isso, é claro, envolvido num imenso clima de festa.
No entanto, alguns donos de bares e restaurantes se recusam a aceitar o calote e chegam a chamar a polícia (o que quase sempre termina em acordo entre estudantes e proprietários). Outros oferecem descontos aos futuros advogados, a fim de evitar um prejuízo maior. Há ainda um tipo de “pendura social”, onde o valor da conta dos estudantes (ou parte dele) é doado a instituições beneficentes. É claro que, neste último caso, os estudantes pagam a conta.
Muitos estabelecimentos amanhecem e anoitecem fechados no 11 de agosto, preferindo perder um dia de lucro a ter um dia de prejuízo. Uma tradição que ainda hoje é mantida pelos estudantes é a de não estender o calote aos garçons: os 10% devem ser pagos. Alguns profissionais e ordens da classe do Brasil são contra o Pendura, alegando ir contra o papel do advogado na sociedade e ser uma ofensa à ética da profissão.
É claro que, mais de um século depois de sua criação, o Pendura sofreu atualizações. Uma delas é praticamente a extinção dos discursos de “homenagem”. Em seu lugar, os estudantes adotaram hinos e músicas irônicas, como:
“Garçom, tire a conta da mesa e ponha um sorriso no rosto. Seria muita avareza cobrar do 11 de agosto”.
Por Camila Mitye
Equipe Brasil Escola
Leia mais: http://jus.com.br/revista/texto/1916/a-tradicao-do-pendura#ixzz2NExe0tmM
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
Simpatias para a "virada do ano"
Por Mustafá Ali Kanso
O termo simpatia tem origem no vocábulo grego sympátheia, e traduz “afinidade ou correspondência entre dois ou mais corpos, pelas propriedades que os aproximam”.
Quando se referindo ao sentimento de simpatia podemos conceituar a “atração entre duas pessoas, pela analogia ou conformidade de propensões e sentimentos que as caracterizam ou tendência natural de atração de uma pessoa para com outra”.
Quanto ao seu significado místico podemos conceituar como sendo “modalidade de superstição que procura, na magia e na feitiçaria, meios para afastar certos males ou conseguir determinado bem com o emprego de rezas, sinais cabalísticos, signos místicos, rituais, receitas e/ou preceitos”.
O próprio termo magia aponta para a “arte em que se pretende empregar conscientemente poderes invisíveis e sobrenaturais para obter efeitos visíveis”.
Segundo o célebre mago Eliphas Lèvy, um dos pilares da alta magia está fundamentado no denominado “Princípio Simpático” ou “Princípio da Correspondência”, no qual se encontra em agentes ou eventos isolados uma relação de causa e efeito não necessariamente interligados racionalmente.
Como primeiro exemplo, podemos citar a tradição de se preparar para a ceia de Réveillon pratos contendo lentilhas, para trazer sorte financeira.
Dois princípios simpáticos regem a tradição: a semelhança das lentilhas ao formato das moedas e também ao fato de que poucas lentilhas cruas rendem uma panela cheia depois de cozidas – querendo significar aí o aumento dos recursos financeiros por uma relação simpática com “o aumento” da quantidade do alimento na panela durante seu cozimento.
Outro exemplo, também relacionado ao cardápio, é a tradição arraigada no Brasil de que o prato principal da ceia de Réveillon deverá ser sempre o leitão assado, pois o porco fuça para frente. Desaconselhando, portanto, o caranguejo que anda para trás, e as aves como galinha, peru, etc. que ciscam para trás.
E por aí vai.
Um colega químico, cujo ceticismo é tão grande quanto seu bom humor, criou uma série de “simpatias” não tão mágicas assim. Por exemplo, para evitar que seu carro fosse roubado ele aplicou o ritual de sempre pagar o seguro em dia e guardá-lo em um estacionamento.
Para ter prosperidade no ano-novo ele criou uma série de novas simpatias que realmente funcionam:
- Sempre incrementar sua poupança com parte de seu décimo terceiro salário;
- Nunca gastar mais do que ganha;
- Investir parte de seu salário e de seu tempo em cursos de aprimoramento pessoal e profissional;
- Manter-se bem informado;
- Trabalhar com entusiasmo, esmero e pontualidade;
- Sempre assumir uma atitude positiva perante a vida.
Posso garantir, caro leitor, que funciona! A cada ano ele está mais próspero!
E como mensagem de um final de ano, já que a Terra irá iniciar mais um ciclo em sua órbita solar, gostaria de concluir essa hipercrônica com a singela, repetitiva e pouco imaginativa fábula do:
Cavaleiro do Ciclo Vicioso
Antigamente as mensagens postais eram transportadas por cavaleiros que atravessavam as florestas a galope em grande velocidade. Em suas idas e vindas faziam a mesma trilha diversas vezes por semana, anos a fio, em meio a frondosas árvores.
Um destes cavaleiros, o protagonista de nossa história, ao chegar a determinado trecho do bosque teve uma inquietação:
- Há algo nesta trilha que é importante recordar. Mas o que será?
Enquanto estava imerso nestas divagações, distraiu-se do caminho e não viu o galho mais baixo que o derrubou do cavalo.
No chão, se recordou tristemente que já caíra do cavalo por diversas vezes naquele mesmo trecho e pela mesma razão.
A moral da história deixo por conta do querido leitor.
Um ótimo ano-novo de novo!
E que o leitor, nesse novo ciclo que se inicia, nunca caia do mesmo cavalo no mesmo trecho do mesmo caminho pela mesma razão.
(Adaptação de "Simpatias para o Ano-Novo")
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
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