segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Simpatias para a "virada do ano"

Por Mustafá Ali Kanso

O termo simpatia tem origem no vocábulo grego sympátheia, e traduz “afinidade ou correspondência entre dois ou mais corpos, pelas propriedades que os aproximam”.
Quando se referindo ao sentimento de simpatia podemos conceituar a “atração entre duas pessoas, pela analogia ou conformidade de propensões e sentimentos que as caracterizam ou tendência natural de atração de uma pessoa para com outra”.
Quanto ao seu significado místico podemos conceituar como sendo “modalidade de superstição que procura, na magia e na feitiçaria, meios para afastar certos males ou conseguir determinado bem com o emprego de rezas, sinais cabalísticos, signos místicos, rituais, receitas e/ou preceitos”.
O próprio termo magia aponta para a “arte em que se pretende empregar conscientemente poderes invisíveis e sobrenaturais para obter efeitos visíveis”.
Segundo o célebre mago Eliphas Lèvy, um dos pilares da alta magia está fundamentado no denominado “Princípio Simpático” ou “Princípio da Correspondência”, no qual se encontra em agentes ou eventos isolados uma relação de causa e efeito não necessariamente interligados racionalmente.
Como primeiro exemplo, podemos citar a tradição de se preparar para a ceia de Réveillon pratos contendo lentilhas, para trazer sorte financeira.
Dois princípios simpáticos regem a tradição: a semelhança das lentilhas ao formato das moedas e também ao fato de que poucas lentilhas cruas rendem uma panela cheia depois de cozidas – querendo significar aí o aumento dos recursos financeiros por uma relação simpática com “o aumento” da quantidade do alimento na panela durante seu cozimento.
Outro exemplo, também relacionado ao cardápio, é a tradição arraigada no Brasil de que o prato principal da ceia de Réveillon deverá ser sempre o leitão assado, pois o porco fuça para frente. Desaconselhando, portanto, o caranguejo que anda para trás, e as aves como galinha, peru, etc. que ciscam para trás.
E por aí vai.
Um colega químico, cujo ceticismo é tão grande quanto seu bom humor, criou uma série de “simpatias” não tão mágicas assim. Por exemplo, para evitar que seu carro fosse roubado ele aplicou o ritual de sempre pagar o seguro em dia e guardá-lo em um estacionamento.
Para ter prosperidade no ano-novo ele criou uma série de novas simpatias que realmente funcionam:
  •  Sempre incrementar sua poupança com parte de seu décimo terceiro salário;
  •  Nunca gastar mais do que ganha;
  •  Investir parte de seu salário e de seu tempo em cursos de aprimoramento pessoal e profissional;
  •  Manter-se bem informado;
  •  Trabalhar com entusiasmo, esmero e pontualidade;
  • Sempre assumir uma atitude positiva perante a vida.
Posso garantir, caro leitor, que funciona! A cada ano ele está mais próspero!
E como mensagem de um final de ano, já que a Terra irá iniciar mais um ciclo em sua órbita solar, gostaria de concluir essa hipercrônica com a singela, repetitiva e pouco imaginativa fábula do:
Cavaleiro do Ciclo Vicioso
Antigamente as mensagens postais eram transportadas por cavaleiros que atravessavam as florestas a galope em grande velocidade. Em suas idas e vindas faziam a mesma trilha diversas vezes por semana, anos a fio, em meio a frondosas árvores.
Um destes cavaleiros, o protagonista de nossa história, ao chegar a determinado trecho do bosque teve uma inquietação:
- Há algo nesta trilha que é importante recordar. Mas o que será?
Enquanto estava imerso nestas divagações, distraiu-se do caminho e não viu o galho mais baixo que o derrubou do cavalo.
No chão, se recordou tristemente que já caíra do cavalo por diversas vezes naquele mesmo trecho e pela mesma razão.
A moral da história deixo por conta do querido leitor.
Um ótimo ano-novo de novo!
E que o leitor, nesse novo ciclo que se inicia, nunca caia do mesmo cavalo no mesmo trecho do mesmo caminho pela mesma razão.

(Adaptação de "Simpatias para o Ano-Novo")

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Santos atrairá 400 mil pessoas até 2020 com o pré-sal

Lixo orgânico vira negócio em Barretos-SP


18/11/2012 - 05h30

Técnica brasileira transforma lixo orgânico em fertilizante e tijolo

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LEANDRO MARTINS
DE RIBEIRÃO PRETO

Uma empresa de Barretos, no interior de São Paulo, criou um equipamento que pode dar um destino nobre ao lixo orgânico doméstico que atualmente vai parar em lixões e aterros.
O processo faz do resíduo um pó que pode ser usado como fertilizante ou até mesmo na fabricação de tijolos.

A tecnologia, cujo pedido de patente foi feito ao Inpi (Instituto Nacional de Propriedade Industrial), é a aposta da Gold Press Máquinas e Reciclagem para crescer.

De acordo com o dono da empresa, Jerônimo Flausino de Paula, que também é o criador do equipamento, o processo de pesquisa e desenvolvimento da técnica levou cerca de três anos e consumiu R$ 400 mil.

A microempresa, hoje com seis funcionários e um faturamento anual de R$ 50 mil, já fazia máquinas usadas em reciclagem de resíduos como plástico, alumínio e papelão -menos lixo orgânico, como restos de alimentos.

"Em 27 anos trabalhando com reciclagem, sempre pensei em buscar algo para aproveitar o lixo orgânico."

O lixo orgânico é a maior parte do total de resíduos domésticos coletados no país, mas o uso desse material ocorre em pequena escala.

No equipamento criado por Flausino de Paula, o lixo orgânico -como restos de alimentos ou mesmo material vegetal proveniente de limpeza pública- passa por um reator que transforma tudo numa massa que, depois de seca, é triturada e vira pó.
Dois reagentes químicos, cuja fórmula o empresário não revela por questão de segredo industrial, são os responsáveis por remover os contaminantes do material.
Laudo técnico emitido pela Unesp (Universidade Estadual Paulista) de Jaboticabal atesta que o pó tem potencial para ser usado na agricultura como fonte de cálcio e corretivo de acidez do solo.

Outra destinação, segundo a empresa, é o uso do pó misturado ao concreto na fabricação de tijolos -ensaios mostraram que a mistura dá mais resistência aos blocos.
O empresário diz que o investimento para colocar uma usina em prática varia de acordo com a necessidade.

ALTERNATIVA

O alvo do negócio de Flausino de Paula são principalmente as prefeituras.
O objetivo é dar aos municípios uma alternativa aos aterros, que estão cada vez com menos espaço e cujo potencial de impacto ambiental é grande.
Segundo o Inpi, o pedido de patente apresentado por Flausino de Paula em 2011 está na fase inicial, quando o processo é mantido em sigilo. Só depois deve passar pela etapa de exame.

A conclusão do processo pode levar em torno de cinco anos.
Editoria de Arte/Editoria de Arte/Folhapress

Ensino médio brasileiro em 2012


Governo

Ensino médio brasileiro não atinge metas para 2012

Objetivos para os anos finais do ciclo fundamental também não foram alcançados, aponta relatório do Ministério da Educação

Baixa qualidade do ensino médio afasta jovens da escola
Desempenho do ensino médio fica aquém do esperado pelo MEC (Agência Brasil)
As metas para o ensino médio brasileiro em 2012 não foram alcançadas, revela relatório do Ministério da Educação publicado nesta segunda-feira no Diário Oficial da União. Tanto oÍndice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) como a taxa de frequência escolar para esse ciclo do ensino ficaram aquém do esperado pelo governo. 
A avaliação de desempenho é referente ao período de 1º de novembro de 2011 a 31 de outubro de 2012. Em uma escala de 1 a 10, o governo estabeleceu que o ensino médio brasileiro deveria atingir 3,8 pontos no Ideb, que combina o desempenho em exames nacionais com a taxa de reprovação. Contudo, a nota obtida foi 3,7 pontos.
Também nas séries finais do ensino fundamental (5º a 9º ano), o desempenho ficou ligeiramente abaixo do estabelecido pelo MEC, 4,1 pontos, sendo que o esperado era 4,2 pontos. A única etapa que superou as expectativas foram as séries iniciais do ensino fundamental (1º a 4º ano): nota 5 pontos, ante os 4,8 pontos esperados.
No quesito frequência escolar, as metas para o ensino médio também não foram atingidas, aponta o balando do MEC. Para o período analisado, esperava-se que 86% dos jovens entre 15 e 17 anos estivessem na escola, mas apenas 83,7% estavam matriculados em uma instituição de ensino no período analisado. 
Já a taxa de frequência das outras etapas da educação básica evoluíram dentro do esperado. Atualmente, 20,8% das crianças entre 0 e 3 anos estão matriculadas em creches, superando os objetivos para este ano (20%). A pré-escola abriga 77,4% das crianças entre 4 e 5 anos (a meta era de 76%) e o ensino fundamental está perto da universalização, abrigando 98,2% dos brasileiros entre 6 e 14 anos (a meta era de 98%). 
No ensino superior, as duas metas estabelecidas pelo MEC foram cumpridas. A primeira delas previa um crescimento de 2% das matrículas. De acordo com dados do último censo, esse crescimento ultrapassou os 6%. A pasta do ministro Aloizio Mercadante previa ainda a publicação de 3.000 atos regulatórios e de supervisão dos cursos superiores. O balanço desta segunda-feira aponta que foram mais de 6.000. 
Já os objetivos para o ensino técnico foram negligenciadas. O principal deles previa abertura de 108 novas unidades dos institutos de educação tecnológica e profissional, vinculadas aos Institutos de Educação, Ciência e Tecnologia (Ifes). No entanto, foram abertas de fato apenas 30 unidades. 

terça-feira, 20 de novembro de 2012